2 de julho de 2011

PostHeaderIcon - Enigmas da Luz

Certa vez, uma amiga me questionou a respeito do motivo de não conseguirmos ver a trajetória da luz. Sabemos que ela ilumina o ambiente, nos permite ver quase tudo ao redor, mas não a vemos.
A resposta é simples em sua apresentação, porém tão complexa que tem atormentado as mais brilhantes mentes por séculos.

Ora, não podemos ver a trajetória da luz porque um feixe de luz não causa interferência em outro.
É, eu sei! A resposta, aparentemente, não explica muito.

Vamos começar por definir o termo "ver".
O olho humano recebe os raios de luz que foram refletidos pelos objetos, pessoas, animais, etc - corpos de modo geral. O cérebro recebe esses raios, interpreta suas frequências e demais características e, a partir dessas informações, determina as formas, cores e distâncias desses corpos. Então, como um raio de luz não interfere em outro, não há a reflexão e não conseguimos ver sua trajetória.
Em resumo, conseguimos ver a fonte da luz e suas interações com os corpos em torno.

A natureza da luz - onda ou partícula - é um tema que há séculos é debatido, estudado, afirmado, refutado, etc, pelos maiores cientistas da história.
Atualmente, sabemos que comporta-se como onda eletromagnética e como partícula (dualidade onda-partícula). Características que se apresentam de acordo com as interações a que é submetida.
Os estudos da natureza da luz foram tão intensos e complexos que pode-se dizer que esses estudos formaram os pilares que deram origem a uma nova área na Física, a Quântica!

Desde Newton, a polêmica sobre o caráter ondulatório ou corpuscular da luz foi continuamente mantida, até que por volta de 1905 Einstein apresentou uma teoria estabelecendo os limites de validade de um e outro comportamento. Não havia mais razão para duvidar do caráter dualístico da radiação: ora ondulatório, ora corpuscular. Sob o ponto de vista moderno, depois de tudo que sabemos, parece natural imaginar que essa dualidade também seja verdadeira para a matéria. Todavia, o conhecimento científico da época não permitia essa generalização.

Dentre os cientistas que mais dedicaram seus esforços a estudar a luz podemos destacar: Isaac Newton, Philip Lennard, Hendrik Lorentz, Heinrich Hertz, Albert Einstein, Max Planck, Ernest Rutherford e Niels Bohr.

É isso!

.

1 Comentários:

Adriano Bello disse...

Legal, professor.

Já imaginou se fosse possível ver a trajetória dos raios de luz? Num dia ensolarado nós não enxergaríamos nada, apenas um clarão enorme heheheh

Parabéns por mais esta postagem, muito boa.

Abraços,
Adriano.

Postar um comentário

Pesquisar

Carregando...

Quem sou eu


João Carlos Araújo Souza
São Paulo, SP

Professor de Física pelas Faculdades Oswaldo Cruz;

Pense nisso!

Arquivo do Blog

ÁREA SOCIAL

           

Receba as novas postagens por e-mail

Seguidores